Formas de Como Improvisar no Jazz

Formas de Como Improvisar no Jazz
Fala tecladista! Tudo bem? Aqui quem fala é o Augusto Canarin, do Aprenda Piano, e hoje nós vamos juntos aprender algumas formas de como improvisar no jazz.
Pra você que é músico e gosta de desenvolver habilidades em outros estilos musicais, vai aprender formas de improviso em um dos estilos mais famosos do Mundo.
O jazz é um dos estilos musicais mais característicos em todo o Mundo e para muitos músicos e tecladistas, é difícil entender como o estilo funciona e como executa-lo no piano.
Então, decidimos organizar em alguns passos aquilo que você precisa aprender e exercitar, para ao menos iniciar suas execuções no jazz.
Está preparado para impressionar muitas pessoas com esse novo aprendizado? Vamos juntos!

CONHECENDO O ESTILO: JAZZ

Estilo musical com origem nas cidades de Chicago, Nova York e Nova Orleans, nos Estados Unidos.
Teve início no século XX, com foco na cultura das comunidades negras (precursores do estilo).
Se desenvolveu a partir da mistura de algumas culturas religiosas, como a afro-americana.
Esse estilo carrega conceitos como blue notes, forma sincopada, improvisação, e muitos outros.
O jazz se tornou realmente um estilo musical a partir do ano de 1915.
Por conta da fama e da apreciação tomada pelo jazz, foi sendo cada vez mais consolidado, possuindo ainda mais uma variedade rítmica, melódica e harmônica, em cima desse estilo.

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS

Para entender como o Jazz funciona na prática, é preciso prestar atenção em alguns fundamentos necessários para executar músicas dentro do estilo.
Podemos enfatizar três pontos fundamentais desse estilo:

O jazz é rico em cadências, onde cada um dos acordes possui uma sensação e um objetivo bem definido.
As modulações ou mudanças de tonalidade, acontecem quase como uma regra, e é muito comum encontrar tonalidades e notas distintas umas das outras no estilo.
Para finalizar, o ritmo é super característico, com suas batidas definidas e seu suingue evidente.
É muito difícil você ouvir um jazz (batidas) e não reconhecer o estilo logo de cara.
Perfeito! Agora que você conheceu, pelo menos, as três características mais importantes, vamos aprender como desenvolver o improviso nesse estilo.

COMO IMPROVISAR NO JAZZ?

Obviamente que, para entender o processo para improvisar no jazz, você precisa dominar as três características mencionadas acima ou ao menos conhece-las de forma prática.
Vamos então, estudar formas de improvisação, com essas três características.

#1 – CADÊNCIA

Se tratando de cadências, temos algumas muito conhecidas e fundamentais para a existência do jazz.
Uma das cadências mais utilizadas é através do caminho 2 – 5 – 1.
Nessa cadência, o acorde que você pode dar uma grande importância, é o acorde dominante com sétima menor (V7).
Além disso, nós temos três escalas extremamente importantes para improvisar no Jazz. São elas:

Quanto mais você praticar e exercitar a cadência no estilo 2 – 5 – 1, você vai se acostumar com a sonoridade e ficar cada vez mais sensível a essa progressão de acordes.
Com isso você adquire uma grande percepção de acordes em formato de cadência, os quais são muito utilizados no jazz.
Será muito mais fácil reconhecer uma sequência de acordes nesse estilo, depois de muito tempo de prática!
Você precisa entender que quando falamos de cadência 2 – 5 – 1, estamos nos referindo a função de cada um dos acordes:

  • Subdominante (2)
  • Dominante (5)
  • Tônica (1)

Entendendo bem a ideia de cadências e dos acordes e escalas que são utilizados, podemos partir para o tópico seguinte.

#2 – MODULAÇÃO

Como uma das formas de improvisação, precisamos manter o foco nas modulações, pois são elas que formam grande parte do efeito que o estilo possui.
Para que a modulação esteja literalmente na ponta dos seus dedos e na sua mente, é necessário conhecer e muito bem os modos gregos.
São eles que ditam grande parte das modulações no jazz!
Os modos gregos permitem com que você consiga permanecer na mesma região (posição) do seu instrumento, independente se a tonalidade mudou ou não.
Veja o exemplo com os próprios modos gregos:
Vamos imaginar que a sua música tenha iniciado na tonalidade de Sol maior e em determinado compasso, a tonalidade alterou para Dó maior.
Pensando que você estava usando, nesse caso, a escala de sol jônico, não seria mais interessante permanecer na tonalidade e só alterar o estilo da escala para sol mixolídio?
Ao invés de trocar a tonalidade, e ir para a escala de dó jônico, você estaria mudando apenas o caráter da escala, mantendo a tonalidade.
Com isso você consegue permanecer com a mão estável, sem precisar ficar mudando de posição.
Isso, além de muito mais confortável, auxilia na velocidade com que você executa os acordes e as notas, sem precisar aplicar muitos movimentos.
É por isso que você precisa dominar os modos gregos, de forma que você tenha conhecimento para executar tais procedimentos.
Essa é uma das formas de improvisar no jazz, quando se trata de modulações.

#3 – RITMO

Por fim, temos então a parte rítmica do jazz.
De uma forma prática, é difícil de você entender como improvisar diante do ritmo que o estilo possui.
Na verdade, você precisa primeiro desenvolver as habilidades dos tópicos anteriores e aí sim, improvisar e se divertir dentro do ritmo e do compasso do jazz.
Cada música possui um compasso específico mas o corpo, em um todo, é quase que impossível de não caracterizar o jazz.
Então, dominando as cadências e modulações, você consegue tranquilamente encaixar as notas e acordas dentro do tempo necessário para se obter o estilo musical.
Com isso nós encerramos as formas de como improvisar no jazz, por meio de três características principais.

FINALIZANDO

E então tecladista, vamos improvisar no jazz como você nunca imaginou que fosse possível?
A partir desses conhecimentos, você tem muito conteúdo para estudar e colocar em prática.
Conheça, para elevar o seu nível musical, nossos cursos online e outros materiais de estudo.
Foi um prazer contribuir com dicas práticas para improvisar no jazz.
Um forte abraço e mantenha-se firme nos estudos!
Augusto Canarin

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