Chega de apanhar: Como improvisar sobre o acorde meio diminuto

Chega de apanhar: como improvisar sobre o acorde meio diminuto

Fala tecladista! Preparado para um bom improviso sobre o acorde meio diminuto?

Hoje vamos falar sobre um tema que é um desafio para alguns músicos conforme eles vão avançando seus estudos sobre modos gregos.

O que acontece é que conforme eles vão estudando os acordes do campo harmônico vai ficando mais complicado memorizar tudo aquilo (acordes, escalas, possibilidade de uso, extensões entre outros).

E é aí que se chega no acorde meio diminuto, o acorde do campo harmônico maior.

A coisa fica complicada porque:

  • É um acorde um pouco, digamos, “estranho”, de sonoridade incomum para o músico iniciante.
  • Não é um acorde tão usual na música, dependendo do estilo de música que você toca, é claro.
  • Normalmente é usado em passagens rápidas na música (fazendo com que muitos músicos o evitem na hora de escrever as cifras).
  • Improvisar sobre o acorde diminuto também não é tão simples assim.

Enfim, por essas e por outras razões é que as pessoas costumam apanhar dos acordes meio diminutos.

E as dificuldades não param por aí. Mas em vez de ficarmos falando delas, vamos partir para o conteúdo.

A formação do acorde meio diminuto

O acorde meio diminuto normalmente é representado pelo íconezinho de um círculo cortado ao meio por um risco. Se você já conhece o símbolo do acorde diminuto é só cortá-lo com um pequeno risco.

Dê uma olhada:

C meio diminuto

A formação do acorde meio diminuto contém os graus: 1 b3 b5 e b7. Ele também é representado por essas cifras:

Cifra acorde meio diminuto

Para exemplificar vamos construir o acorde de C meio diminuto:

C meio diminuto

Só uma observação aqui: estamos usando tétrades, por isso o acréscimento da sétima menor. A tríade poderia ser feita apenas com os graus 1 – b3 – b5.

Realmente, é um acorde não tão usual e por essa razão muitos músicos ficam perdidos na hora de improvisar ou criar um solo sobre esse acorde.

Se esse é o seu caso vou te dar uma dica. Um dos caminhos para você não apanhar mais do acorde meio diminuto é dominando a escala Lócria.

A escala Lócria

Normalmente, o acorde meio diminuto é executado sobre a escala Lócria, um dos Modos Gregos. A escala Lócria é uma escala com muitas alterações em suas notas.

De fato, somente o e graus continuam sendo os mesmos da escala maior. Todo o resto é modificado.

Isso certamente pode complicar a vida do músico iniciante, mas uma vez que você domine isso, não passará mais problemas com esse acorde.

Vamos à formação da escala Lócria. Ela é feita com os seguintes graus:

1   b2   b3   4   b5   b6  b7

Aí está o desenho da escala C Lócrio:

escala C lócrio

 

Execute essa escala para “sentir” a sonoridade dela.

Segue uma tabela com a escala Lócria nas 12 tonalidades:

 

Beleza! Agora já aprendemos a formação do acorde meio diminuto e da escala relacionada a esse acorde.

Então, vamos em frente.

Chega de apanhar dos acordes meio diminutos

Eu sempre ensino em nossos cursos do Aprenda Piano que quando um tecladista se depara com um desafio, ele deve se focar em vencer aquele desafio antes de ir para o próximo.

Vou dar um exemplo.

Vamos supor que você esteja estudando a formação dos acordes alterados. Você começa aprendendo o C alterado, depois o C# alterado e continua assim até chegar no B alterado.

Mas um problema acontece no B alterado.

Você sente mais dificuldade para fazer ou executar esse acorde. Até aqui você conseguiu vencer todos os 11 acordes alterados anteriores, mas ficou faltando o B alterado, e de maneira nenhuma você consegue vencê-lo.

Bem, o caminho mais fácil seria abandonar o B alterado e começar a estudar outras coisas. Ou seja, é fácil para o músico começar a “pular” matérias importantes dentro da teoria musical, simplesmente porque não conseguiu vencer um pequeno desafio.

O que provavelmente vai acontecer com esse músico?

É provável que um dia ele encontre o tal do B alterado em alguma música e aí ele vai se complicar.

É claro que isso é só um exemplo, mas você entendeu a ideia: não adianta ficar pulando matérias. Se você começou o estudo de um determinado acorde ou escala, por exemplo, vá até o final.

Repito: vá até o fim!

Então, se você quer parar de apanhar de acordes como o acorde meio diminuto, você deve praticá-lo exaustivamente.

Se você quer improvisar sobre o acorde meio diminuto, você deve praticar a escala lócria exaustivamente. É simples assim. Não tem segredos.

Recomendações finais

  • Execute o acorde meio dominante com a mão esquerda e a escala lócria na mão direita.
  • Faça isso nas 12 tonalidades.
  • Procure músicas que tenham algum acorde dominante e pratique as passagens. É muito comum encontrar a progressão I – VII – VIII – VI, em que o VII é o acorde meio diminuto. Pratique essa progressão exaustivamente.
  • Estude esse material sobre Modos Gregos a fundo porque você vai ampliar sua visão sobre os acordes e escalas ligados aos Modos Gregos.

É isso aí.

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Até breve,
Ramon Tessmann

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